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O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, vai conhecer na nesta quinta-feira (11) a área de 87 hectares onde será construída a sede da Embrapa Cocais e Planícies Inundáveis, no bairro Itapiracó, em São Luís. A visita está prevista para às 9 horas. Ele estará acompanhado do chefe-geral da nova Unidade, Valdemício Ferreira de Sousa.
À tarde, a partir das 13 horas, Pedro Arraes terá uma reunião com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, no Palácio dos Leões, no centro histórico de São Luís, e os chefes adjuntos Luis Carlos Nogueira, Pesquisa e Desenvolvimento; José Mário Frazão, Comunicação e Negócios; e Eugênio Celso Araújo, Administração, além de Valdemício Ferreira de Sousa e do assessor da presidência da Embrapa, Francisco Becker Reifschneider.
Criada em dezembro de 2009, a Embrapa Cocais e Planícies Inundáveis vai trabalhar com projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados para as regiões dos Cocais e da Baixada Maranhense, que juntas somam 38 municípios e reúnem uma população de 1,2 milhão de pessoas. Nos Cocais, a atividade agrícola predominante é o cultivo do coco babaçu e da carnaúba. Na Baixada Maranhense, a agricultura de vazante, tendo o arroz como carro-chefe, é o destaque da região.
A construção da nova Unidade no Maranhão é uma meta do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa). O Programa tem R$7,8 milhões reservados para investimento no Maranhão, sendo R$4 milhões para construção do centro de pesquisa e R$3 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. A estação experimental de Balsas (MA) também recebe recursos para sua ampliação e modernização.
Para fortalecer ainda mais as pesquisas na área de Recursos Genéticos Vegetais, a Embrapa vai investir, em 2010, R$ 20 milhões em ações que visem à conservação e o uso sustentável de um dos maiores patrimônios biológicos do mundo. O reforço faz parte das várias ações que a Embrapa pretende realizar no “Ano Embrapa de Recursos Genéticos Vegetais”, que será lançado pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Reinhold Stephanes, nesta terça-feira (9), na sede da Embrapa, em Brasília.
O investimento é proveniente do Agrofuturo, programa do governo brasileiro, sob a administração da Embrapa, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e instalado para contribuir na melhoria da competitividade, eficiência e equidade do setor agropecuário. Parte desse programa foi redirecionado com foco em Recursos Genéticos Vegetais, resultando no programa AgroVerde.
Cinco produtos foram priorizados pelo programa: mandioca, feijão-caupi, arroz, soja e uva. Segundo o pesquisador da Embrapa Luciano Nass, um dos coordenadores do programa, a escolha desses produtos se justifica pelo valor que representam à agricultura nacional. “As amostras dessas variedades mantidas nos bancos de germoplasma requerem cuidados especiais, a fim de que sejam conservadas de forma adequada para utilização atual e para as gerações futuras”, ressaltou.
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Promover a melhoria dos sistemas produtivos de agricultores familiares nas culturas da mandioca e banana, por meio de informações tecnológicas sustentáveis é o objetivo do projeto “Manarosa”, coordenado pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).
“Para melhorar os sistemas produtivos é necessário que os agricultores familiares tenham acesso às cultivares de mandioca e banana recomendadas pela pesquisa e esse é um grande entrave no Amazonas, principalmente para
a mandioca”, explica a coordenadora do projeto, pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Mirza Pereira. “Nossa expectativa é que o projeto contribua para melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares, por meio da adoção das tecnologias geradas pela pesquisa agropecuária”, afirma a coordenadora.
O projeto Manarosa tem atuação nos municípios de Manacapuru e Manaus, respectivamente, nas comunidades Manairão e Pau-Rosa e vai implantar unidades demonstrativas em áreas de agricultores selecionados, a fim de apresentar as tecnologias para banana e mandioca e promover cursos práticos para a capacitação em todas as etapas desde a implantação do cultivo até colheita e pós-colheita. Também haverá unidades para a multiplicação de cultivares para os demais agricultores.
Está prevista a implantação de uma unidade de propagação rápida de mandioca, técnica que acelera a produção das sementes-manivas e permitirá oferecer maior disponibilidade de cultivares selecionadas aos gricultores. A parceria com o Idam vai viabilizar a disponibilização de eis mil mudas de banana de cultivares resistentes à sigatoka negra, ecomendadas pela Embrapa, para as unidades demonstrativas e de ultiplicação de mudas.
O projeto tem duração de três anos e é financiado pela Embrapa, contando com a parceria das instituições que atuam em cada comunidade. A pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Rosângela Reis, membro da equipe do projeto Manarosa, explica que a proposta metodológica inclui a gestão participativa por meio da criação de um Núcleo Integrado de Transferência de Tecnologia em cada comunidade, cuja composição conta com a representação dos agricultores, extensionistas e pesquisadores envolvidos no projeto além de representantes de outras instituições que atuam nessas localidades. Os núcleos irão acompanhar as atividades, decidir sobre ajustes e buscar soluções de forma integrada considerando a produção, escoamento e processamento dos produtos, capacitação dos agricultores e técnicos, além de outros assuntos de interesse dos agricultores.“O trabalho de parceria dos envolvidos nos núcleos será a base para que após esse período as comunidades envolvidas possam estar fortalecidas, não só na parte técnica das culturas envolvidas, mas também na gestão de suas atividades produtivas e na sua organização social, transformando a realidade atual”, afirma a coordenadora Mirza Pereira.
Mais informações: Embrapa Amazônia Ocidental (http://www.cpaa.embrapa.br/)
Foto: Cláudio Norões.
Esta sexta-feira (5) será um dia de muito calor na região Nordeste. No norte do Piauí, a temperatura máxima atingirá os 37ºC, com sol, pouca ebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva, conforme previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As mesmas condições devem persistir no noroeste do Ceará e norte do Maranhão.
Altas temperaturas também devem ser registradas no noroeste de Mato Grosso, oeste do Amazonas, oeste de São Paulo e sudoeste do Rio Grande do Sul, onde as máximas ficarão entre 34ºC e 36ºC. E, segundo o Inpe, a menor temperatura do dia deve ocorrer na Serra Geral (entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul), com mínima de 15ºC.
No litoral de São Paulo e Rio de Janeiro o dia será encoberto com chuva ao longo do dia. DE acordo com o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), as condições meteorológicas desta sexta-feira são favoráveis à ocorrência de ventos moderados a ocasionalmente fortes em áreas isoladas no litoral sul da Bahia, norte e faixa litorânea do Espírito Santo. (Laila Muniz com informações do Inpe e Inmet).
Fonte: MAPA

Em Guadalajara, México, cerca de 300 pesquisadores e técnicos estão reunidos na Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para discutir o uso da biotecnologia agrícola em países em desenvolvimento frente aos desafios de combate à fome e à pobreza e das mudanças climáticas. A reunião ressalta a importância da biotecnologia, tanto convencional como moderna, ser direcionada aos pequenos agricultores dos países em desenvolvimento e não somente aos grandes fazendeiros dos países ricos. “A biotecnologia moderna e convencional oferece ferramentas potentes para o setor agrícola, incluindo a pesca e a silvicultura” – diz Modibo Tabaré, diretor-geral adjunto da FAO.
Porém a biotecnologia não tem tido impacto significativo para a maior parte dos países em vias de desenvolvimento. Segundo Tabaré isso ocorre pelo fato desses países não utilizarem tecnologias, regulamentações e capacitação técnica adequada, além da carência de infra-estrutura para o desenvolvimento do setor agrícola. De acordo com a FAO, as novidades da biotecnologia podem representar um importante avanço e duplicar a produção de alimentos até 2050, além de fazer frente aos problemas gerados pelas mudanças climáticas. Porém, há uma ênfase exagerada e restrita nos organismos geneticamente modificados (OGMs) o que deixa de lado a exploração plena de outras formas de biotecnologia e sua contribuição em potencial para a agricultura, como por exemplo o uso de biofertilizantes.
A participação da Embrapa na Conferência
A delegação brasileira foi chefiada por Juliana Alexandre, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento –MAPA e participou ativamente em todas as discussões devido à grande importância do Brasil quando se fala em agricultura. A delegação foi composta por pesquisadores da Embrapa: José Luiz Carvalho – Embrapa Agroindústria de Alimentos, Milton Kanashiro – Embrapa Amazônia Oriental, Arthur da Silva Mariante, Francisco Aragão – Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Mônica Cibele Amâncio – Assessoria de Inovação Tecnológica, que debateram assuntos onde a Embrapa se destaca, como cultivos, florestas, recursos genéticos animais e parcerias público-privadas. A participação brasileira no evento contou ainda com o Dr. Antônio Paes de Carvalho da Fundação BioRio, comentando sobre a experiência da empresa Extracta.
Um dos grandes destaques da participação do Brasil foi a apresentação da experiência da Embrapa em parcerias público-privadas, realizada pelo pesquisador Francisco Aragão. Ele destacou a parceria realizada entre a Embrapa e a empresa BASF para o desenvolvimento de cultivar transgênica tolerante ao herbicida imidazolinona, que foi recentemente aprovada pela CTNBio e que será uma importante opção tecnológica para o agricultor brasileiro no mercado da soja transgênica. Foram apresentados ainda os desdobramentos dessa parceria com o desenvolvimento do feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado, tecnologia essa que irá beneficiar principalmente o pequeno produtor brasileiro.
A pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos Marília Nutti foi eleita por representantes de todos os países presentes para ocupar a vice-presidência da Conferência e também participou dos debates de biossegurança, cultivos e agro-indústria. “Eventos como esse contribuem para desmitificar o uso da biotecnologia em países em desenvolvimento, sendo que a participação da Embrapa foi decisiva para destacar importância da colaboração sul-sul quando se trata de tecnologias agrícolas”, destacou Marília Nutti.
A Conferência pode ser acompanhada ao vivo pela Internet (http://www.fao.org/) e termina nesta quinta-feira (04/03).
Texto: Aline Nastari e Assessoria de Comunicação da FAO
Crédito foto: www.fao.org.br
Divulgação: Embrapa – www.ctaa.embrapa.br
O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Horita, vai representar o agronegócio da região Oeste no terceiro encontro do “Pensar a Bahia”. Trata-se de um ciclo de palestras promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria do Planejamento (Seplan), que acontece nesta quarta-feira (03/03), no Fiesta Convention Center, em Salvador. No evento, serão temas as políticas agrícolas, o meio ambiente e o desenvolvimento estadual até 2023 – ano que marca os 200 anos de independência da Bahia.
Horita participa da mesa que abre o evento com o painel “Política Agrícola, Agronegócio e Agricultura Familiar”, no qual irá destacar os “Contextos e Desafios do Agronegócio no Oeste da Bahia”. De acordo com o presidente da Aiba, as perspectivas para o cerrado baiano são de grande desenvolvimento com integração de culturas, provável ampliação da área cultivada nas principais commodities produzidas na região, incremento da industrialização e uso de novas tecnologias no campo para elevar os índices de produtividade.
“O que eu posso projetar para daqui a quinze anos é que seremos uma região consolidada não apenas na produção, mas em toda a cadeia do agronegócio”, diz Horita. Para o milho, ele acredita que o cerrado vai agregar ao parque industrial mais beneficiadoras do grão para o consumo humano e para a alimentação animal. Para o algodão, cultura na qual o Oeste já conquistou um patamar acima da média em qualidade e produtividade, Walter Horita afirma que será necessário partir para a atração de indústrias têxteis, formando clusters que englobem desde a lavoura até a confecção, já com a venda definida para as grandes varejistas. “O governo precisa de criar condições para isto, com programas de incentivo que desonerem as várias etapas do processo produtivo”, afirmou Walter Horita.
Fonte: Imprensa Aiba – (71) 3379-1777
Olha aí uma boa dica da Embrapa Agroindústria de Alimentos:
Chinesa de nascimento e brasileira por opção, a bioquímica Sin Huei Wang, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e a engenheira de alimentos Renata Torrezan, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), fizeram o sorvete sem leite de vaca.
“O sorvete tradicional, além de ter leite de vaca, agrega creme de leite, leite em pó e nata. São fontes de gordura animal. E essa gordura animal faz mal para a saúde”, diz Sin Huei Wang.
Mas como fazer sorvete sem leite? Foram feitos vários testes no laboratório, numa corrida pela receita mais nutritiva e saudável. Tira a casca da soja, separa o grão, cozinha e tritura. E tem uma razão para fazer a massa com o grão de soja descascado e não usar o extrato, o leite de soja.
“No caso de utilizar o grão, a gente vai ter uma concentração muito maior de proteína nessa massa de soja, porque, quando a gente faz o extrato a partir do grão de soja, a gente perde 70% a 80% da proteína. Então, nessa massa, nós temos maior concentração de proteína”, explica a engenheira de alimentos Renata Torrezan, da Embrapa.
Leia a matéria completa , exibida no Globo Repórter, aqui
A Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral, CE) recebeu na quarta-feira (24) a visita de representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Ceará (Ematerce), para discutir cooperação entre as duas empresas na implantação de atividades integradas de manejo animal, do solo e da água como foco na agricultura familiar em unidades demonstrativas no Ceará. A perspectiva é de que um termo de cooperação, voltada para trabalhos de convivência com o semiárido, seja assinado em março.
No primeiro momento, a Ematerce colaborará com a Embrapa na implantação de tecnologias como barragens de contenção, barragem subterrânea e terraceamento. As obras, voltadas para favorecimento do solo serão implantadas, no primeiro momento, em campos experimentais da Embrapa Caprinos e Ovinos, em Sobral.
A cooperação vai se estender, posteriormente a Quixeramobim (na Fazenda Normal da Ematerce) e junto a produtores rurais de Quixadá e Tauá, contemplados em projeto de transferência de tecnologias da Embrapa. Nestas outras unidades, o trabalho em parceria incluirá a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG), que avaliará o uso de cultivares do sorgo sob diversos níveis de adubação, para fins de nutrição de caprinos e ovinos.
“É uma iniciativa simples, mas que tem seu ineditismo. A ideia já foi apresentada pela Ematerce e Embrapa ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que mostrou entusiasmo no projeto”, afirmou o diretor técnico da Ematerce, Walmir Magalhães. A Embrapa Caprinos e Ovinos atuará, no âmbito da cooperação, dando suporte às parceiras na implantação das atividades.

Cientistas do Labex Europa, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical e da Universidade de Wageningen, na Holanda, acabam de desenvolver o primeiro método de diagnóstico molecular específico para uma raça de fungo causadora do mal-do-Panamá, a maior ameaça para a cultura da banana em todo o mundo.
Conhecida no meio científico como raça tropical 4 de Fusarium oxysporum f.sp. cubense (Foc), a raça – comumente chamada de TR4, da sigla em inglês ‘Tropical Race 4´- afeta a maioria das variedades da cultura da banana. Se incluem, entre as variedades que podem ser afetadas, as do subgrupo cavendish – como a banana nanica.
De acordo com o autor do estudo, pesquisador Miguel Angel Dita Rodriguez, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, o teste oferece resultados em apenas um dia. Além disso, pode ser utilizado diretamente em tecidos de plantas ou solo, sem a necessidade de isolar o patógeno. “Em serviços de quarentena e análise de risco de pragas isso é vital”, destaca Dita Rodriguez.
Embora restrita ao Sul da Ásia, a rápida e agressiva disseminação do TR4 tem provocado severas perdas em países como Filipinas, Taiwan, Indonésia e China. “Caso esta raça chegue aos bananais do continente americano, os dias das variedades cavendish estarão contados”, explica Manoel Teixeira Souza Júnior, pesquisador do Labex Europa que, junto com Gert kema, da Universidade de Wageningen, é responsável pelo programa musa forever (bananas para sempre).
A expectativa de Dita Rodriguez é de que os serviços internacionais de quarentena passem a utilizar a nova metodologia para evitar a disseminação da praga para as áreas livres. Mais informações sobre o trabalho, intitulado “a molecular diagnostic for tropical race 4 of the banana fusarium wilt pathogen”, podem ser conferidas em artigo publicado na revista Plant Pathology (http://www3.interscience.wiley.com/journal/119877584/issue), da Sociedade Inglesa de Fitopatologia.
Deva Rodrigues (MTb/Rs 5297)
Contato: (61) 3448-4015
E-mail: deva.rodrigues@embrapa.br
Produtores que investem na recuperação de áreas degradadas e plantio de florestas para uso industrial contam com estímulo de duas linhas de financiamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (PropFlora), com limite de R$ 200 mil/ano por agricultor, destinou, em 2009, cerca de R$ 250 milhões para o plantio de 150 milhões de mudas de eucalipto ou 25 milhões de seringueiras. O Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa) concede até R$ 300 mil/ano por beneficiário ou, quando se tratar de projetos produtivos em áreas degradadas, até R$ 400 mil/ano.
O governo federal tem desenvolvido políticas públicas para apoiar a silvicultura sustentável no País. Além do Programa Nacional de Florestas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Plano Nacional de Agroenergia, do Mapa, desenvolve ações de incentivo às florestas energéticas. Já os agricultores familiares têm acesso a R$ 36 mil/ano do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Florestal (Pronaf Florestal), do Ministério de Desenvolvimento Agrário.
As unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuário (Embrapa) de Florestas, em Colombo/PR, e de Agroenergia, em Brasília/DF, contribuem com novas cultivares e tecnologias. A Câmara Setorial de Silvicultura, criada pelo Mapa em junho de 2008, também fortaleceu o diálogo entre a cadeia produtiva, indústria e governo. A câmara, entre outras atividades, coordena e propõe diretrizes em sua agenda estratégica para os anos seguintes.
O presidente da Câmara de Silvicultura, Fernando Henrique da Fonseca, endossa o estabelecimento de uma política nacional de apoio às atividades de florestas plantadas, reforçando as políticas públicas já existentes. Para o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Anoel Bertone, é fundamental incluir a temática das florestas plantadas nas discussões e negociações relacionadas às questões ambientais e mudanças climáticas.
O mercado florestal contribuiu com 11% do total das exportações do agronegócio brasileiro, alcançando a cifra de US$ 7,2 bilhões em 2009. A soma corresponde à venda de celulose (US$ 5,8 bilhões) e painéis, móveis, madeira serrada e compensados. Os embarques de celulose e papel destinam-se, principalmente, aos Estados Unidos, China, União Europeia e Argentina. A participação da commodity no Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 3,5% ou US$ 37,3 bilhões no ano passado. (Inez de Podestá)
Fonte: MAPA
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